Coreia do Norte

História, cristianismo e perseguição

A península Coreana se projeta do continente asiático e sua história remonta há quase cinco mil anos. A resistência a influências externas, especialmente das 3 nações que a cercam, China, Japão e Rússia, marcou de forma significativa esses milênios. Hoje a Coreia do Norte é também conhecida como “o Reino Ermitão”.

Em 11 de agosto de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial estava chegando ao fim, a península Coreana foi dividida por uma linha invisível – o Paralelo 38. Durante os 35 anos anteriores, a Coreia do Norte havia sido ocupada à força pelo Japão, e a maioria dos coreanos pensou que sua independência, longamente aguardada, tinha finalmente chegado. Viram-se, entretanto, diante de outra decepção. A nação foi dividida e ocupada por tropas das duas superpotências mundiais: a União Soviética, no Norte, e os Estados Unidos, no Sul. Inicialmente, o propósito tanto da ocupação soviética quanto da americana na Coreia era o de estabelecer um governo militar em suas respectivas zonas até que fosse formado um governo coreano.

Cinco anos depois, em 15 de junho de 1950, tropas norte-coreanas comunistas invadiram o sul com o objetivo de “reunir a pátria”. Os invasores estavam fortemente apoiados pela Rússia e pela China. A guerra resultante durou mais de três anos. No dia 27 de julho de 1953, a Guerra da Coreia foi interrompida por uma trégua. Contudo, o paralelo 38 continua dividindo o povo coreano até hoje.

A Coreia do Sul – oficialmente República da Coreia – estabeleceu um governo democrático. Já a Coreia do Norte tornou-se formalmente conhecida como República Democrática Popular da Coreia e foi conduzida por um déspota, Kim Il Sung. Este é um dos países mais repressivos do mundo, não permitindo em absoluto a liberdade política ou religiosa. Todos os anos, ele encabeça a classificação de países por perseguição da Portas Abertas, como uma  das nações mais intolerantes ao cristianismo.

A Igreja Cristã começou na Coreia cerca de 120 anos atrás. Diferentemente dos dias atuais, ela era mais forte na Coreia do Norte do que na Coreia do Sul. No início da guerra da Coreia, muitos cristãos do Norte fugiram para o Sul, mas um grande número deles foi apanhado no Norte. Um número assustador de cristãos da Coreia do Norte foi martirizado por permanecer firme na fé.

Alguns fatos marcaram a história e tem ainda marcado nos dias de hoje. Em 1997, sete prisioneiros cristãos norte-coreanos, da província de Hambuk, tiveram o maxilar quebrado pelos guardas porque continuaram a orar e cantar louvores a Deus. Minutos depois, eles foram mortos a tiros. Outros incidentes, novamente na prisão de Hambuk, aconteceram em março e julho de 1998, onde quatro cristãos foram mortos a tiros. Num esforço de obrigar um prisioneiro a negar a fé em Jesus Cristo, os guardas o deixaram com fome durante dias, e, quando ele se recusou a ceder, foi morto a tiros. Outros três prisioneiros mostraram notável coragem e paz no que se referia à sua fé: oficiais norte-coreanos os espancaram gravemente, até ficarem inconscientes, e depois os mataram a tiros.

Em 1999, inúmeros cristãos foram mortos em praça pública por pelotões de fuzilamento. Todos eram novos na fé, membros de uma primeira geração de novos convertidos. A maioria era de coreanos que se tornaram cristãos enquanto estavam na China e ficaram ansiosos para compartilhar o evangelho com seu povo, em sua terra natal. Novos convertidos, como esses, são mais vulneráveis na Coreia do Norte, considerando que os cristãos mais velhos, de segunda e terceira gerações, parecem saber o que significa sobreviver.

Em dezembro de 1999, duas senhoras foram mortas a tiros, publicamente, na cidade de Haesan, sob a acusação de contrabando. Na realidade, elas eram cristãs fiéis e trabalhavam de maneira ativa. Durante o mesmo mês, outros dois cristãos foram fuzilados, publicamente, na província de Hambuk. Um deles teve todos os dentes quebrados para que não pudesse falar claramente. Contudo, ele testemunhou de forma corajosa e pregou o evangelho até o fim – mesmo quando estava sendo arrastado para o lugar da execução.

Esses angustiantes testemunhos são apenas a ponta do iceberg. Pelo menos 20 cristãos foram presos, em razão de sua fé, em 2004. De acordo com fontes confiáveis, dezenas de milhares de cristãos estão atualmente em campos de prisão, onde sofrem toda a sorte de crueldade. Acredita-se também que a Coreia do Norte detenha mais prisioneiros políticos e religiosos do que qualquer outro país. Embora não possam ser obtidos números precisos, sabe-se que durante 2005 mais de 20 cristãos foram mortos em fuzilamentos públicos ou por espancamentos nos campos de prisão.

A situação de obreiros cristãos é também cruel na vizinha China. Dois pastores sul-coreanos e dois leigos foram presos na China em abril de 2002 por causa de seu trabalho pastoral e humanitário entre refugiados norte-coreanos. Um deles ainda permanece na prisão.

Embora as duas Coreias compartilhem cerca de 5000 anos de história, elas estão separadas uma da outra há cinquenta anos. Nesses anos, podemos ver um avanço e crescimento na Coreia do Sul, enquanto notamos uma situação econômica precária na Coreia do Norte. A produção per capita da Coreia do Norte é estimada em apenas 6% da produção per capita da Coreia do Sul, de 17.300 dólares anuais.

O Projeto Abraão nasceu desse desejo de vermos uma mudança radical nesse país de grande perseguição. Como humanamente falando é impossível qualquer mudança naquela nação, entendemos que a oração é a chave para uma transformação total. Nosso desejo é vermos 100 mil intercessores brasileiros levantando um clamor todos os dias em favor da Coreia. Pela oração podemos invadir o impossível.

Una-se a nós nesse exército de intercessores em favor da Coreia do Norte e que em breve possamos ver esse país ser transformado pelo poder do evangelho.

A Ele seja toda a glória.


Fontes:
- Internet;
- Livro: “Fuga da Coreia do Norte”, por Paul Estabrooks.